Resenha: História da Redenção


 
Título: História da Redenção
Autor: Ellen G. White
Páginas: 304
Editora: Casa Publicadora Brasileira
Ano : 1947
Classificação: 5/5

Sinopse: 
Apresenta a história do grande conflito entre o bem e o mal, desde a queda de Lúcifer no céu e a queda do homem, vindo através dos séculos do tempo de graça até a segunda vinda de Cristo, e o estabelecimento do reino de Deus na Terra.
História da Redenção é um breve, porém completo apanhado deste grande tema, em um volume.

“A mais linda história de amor foi o Senhor quem contou, e viveu e morreu”. Assim como o trecho desta música do Diante do Trono o livro “História da Redenção” fala justamente sobre a mais incomparavelmente linda e profunda história de amor que já se viu em todo o universo. Não há nada que se equipare, nem o mais bem escrito romance pode chegar aos pés do que Cristo fez por nós. Esse livro narra com profundidade esta história, contemplando do início ao fim cada uma das etapas do plano da redenção e ressaltando muitas das mensagens que ela traz consigo. Sem dúvida, uma obra completa.
”Toda dor suportada pelo Filho de Deus sobre a cruz, as gotas de sangue que corriam de Sua fronte, Suas mãos e pés, as convulsões de agonia que sacudiam a Seu corpo e a indescritível angústia que enchia a Sua alma quando o Pai ocultou dEle a face falam ao ser humano, dizendo: ‘Foi por amor a você que o Filho de Deus consentiu em levar sobre Ele esses odiosos crimes; por você, Ele rompeu o domínio da morte, e abriu os portões do Paraíso e da vida imortal.’”
Ellen G. White consegue abranger com maestria os principais pontos da Bíblia concernentes ao sacrifício de Cristo por nós, revelando assim o motivo de ser tão fortemente aclamada até os dias de hoje. Em “História da Redenção” os escritos da autora foram compilados de tal forma que o ponta pé inicial da obra se deu com a queda de Lúcifer, o majestoso anjo de luz que se transformou no rei das trevas e pai da mentira. Desse modo, foi concedida ao leitor uma visão holística do início de todas as consequências do mal e várias lacunas da história bíblica foram preenchidas. A partir daí a narração segue pela criação da Terra e do ser humano, em simultâneo o panorama do grande conflito entre Deus e Satanás toma forma em nossa mente.

A queda do homem em pecado é destacada como sendo consequência do desejo de Satanás de ser deus em nossas vidas. Por outro lado, o plano da salvação é exaltado como prova do amor infinito do Criador pelas criaturas. Com base nesse paralelo a narrativa da “História da Redenção” se desdobra e detalhes dos primeiros pecados, dificuldades e sofrimentos vão sendo relatados ao mesmo tempo em que o grande conflito é evidenciado. Caim e Abel, o dilúvio, a torre de Babel e a odisseia dos israelitas são apenas alguns dos vários capítulos da peregrinação humana contidos nesse livro. Em virtude disso, os efeitos do pecado vão se despindo de máscaras e a necessidade da salvação fica clara como a neve.

Creio que houve uma sabedoria advinda dos céus na edição deste livro, pois a obra poderia contar exclusivamente o sacrifício de Cristo e ponto final. Mas, ao fazer diferente, ao trazer boa parte das gerações antecedentes ao advento de Jesus aos olhos do leitor, a sensibilidade é aguçada e o ápice do plano da salvação toma a proporção que merece em nosso coração. São sete os capítulos destinados ao nascimento, vida e morte de Jesus. Páginas inspiradoras, tocantes e transformadoras, pois a vida de Jesus nesta Terra tão minuciosamente detalhada passa a ser vista como um sacrifício, assim como a morte. Portanto, a esperança e a dimensão da graça acabam sendo implicações decorrentes de uma leitura atenta.
Os limites humanos são as oportunidades de Deus.

Mas, por ser uma obra completa “História da Redenção” não termina com a ressurreição e ascensão de Cristo. De acordo com a Bíblia o livro traz o sentido da cruz por inteiro e expõe o fundamento da esperança da salvação, uma vez que fala da iminente segunda vida de Jesus. Um pouco das profecias também são esclarecidas e as três mensagens angélicas explicadas.  Sendo assim, o leitor tem a oportunidade de finalizar uma leitura com o vislumbre da Nova Jerusalém e com uma prece nos lábios: volta logo Senhor!

Por fim devo dizer que desde que adquiri um pouco de maturidade como leitora me dei conta de que ler as obras de Ellen G. White é o mesmo que poder experimentar um pouco da oportunidade única com a qual ela foi presenteada: visões do céu, de Jesus, de tempos passados e etc. Porém, ler Ellen G. White também é estudar, é meditar, é refletir. Portanto, seus livros requerem atenção do leitor, tempo, vontade, pois em sua maioria não são obras que envolvem ou prendem o leitor. Contudo, como em toda regra há exceção, creio que “História da Redenção” seja a exceção, visto que revela-se como um livro muito menos opinativo e muito mais narrativo. As muitas histórias nele encontradas, os detalhes e a vida dos personagens reais me envolveram de tal forma que seria justamente este o livro que eu indicaria a quem nunca leu nada da autora. Para finalizar recomendo a edição de 2015, pois a linguagem atualizada me ajudou a deleitar na leitura de uma forma mais profunda e digo que este livro é digno de ser lido por todo cristão. Amei!




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